Sou uma pessoa muito estável dentro da minha instabilidade...
Sou de extremos, ou AMO ou fico obcecada por algo ou alguém; ou simplesmente ignoro as coisas que não me interessam ou não me fazem bem, ou não me fazem,apesar de, muito das coisas que realmente fico obcecada não me fazem bem, é...
Uma bela contradição, não?!?!
Sou sufocante acredito, as vezes me sinto sufocada por mim mesma.Preciso de muita atenção, apesar de não gostar de me sentir o centro das atenções. É estranho, as vezes quero ficar assim, como estou agora: sentadas no sofá da sala, enquanto eu escrevo, minha mãe faz suas unhas; preciso sentir a presença das pessoas que amo cegamente .
A minha mente não pára, é difícil para mim pensar em uma só coisa, talvez por isso eu seja um tanto dispersa, não consigo me concentrar por muito tempo em uma conversa com alguém por exemplo chega uma hora que os outros pensamentos que não estão dentro do assunto, que não estão sendo compartilhados com a pessoa que estou conversando, tomam um vulto, o que me deixa constrangida, pois parece que não estou dando atenção ou o assunto não seja do meu interesse; até comigo mesma, me perco em tantos pensamentos simultâneos , tantas possibilidades, tantos obstáculos a serem superados,tantos tantos...
O que acaba me tornando uma prisioneira dos meus pensamentos.
Sou muito compulsiva também , tive que me privar de muitos prazeres da vida por esse motivo, pois não é novidade que tudo em excesso faz mal, até mesmo água.
Sinto uma grande necessidade em querer ajudar, aconselhar as pessoas, o que muitas vezes não é bem- vindo ou mal interpretado por muitos.Pode parecer engraçado ou incompreensível talvez para muitas pessoas, mas depois de ter contato com a natureza ou coisas que considero belas para meus olhos, mesmo que através de imagens, eu adoro ir conversar com os enfermos do Philipe Phinel ou no Ipub; eles tem muitas histórias para contar, sendo reais ou não, acho muito interessante, pois são como crianças e tão carentes...
Amo crianças, as considero uma das maiores preciosidades que pode existir. São espontâneas, autênticas, longe de serem dissimuladas, com a ingenuidade delas.
Talvez eu me identifique com elas ou gostaria de ser criança ainda também.
...Minha infância não foi muito boa, sou a irmã do meio, que apesar de ser o "recheio", os mais velhos geralmente são os mais mimados e os mais novos os xodózinhos.Não lembro muito bem da minha infância, lembro de flashs apenas, a maioria horrorosos por sinal, eu sofria nas mãos das minhas amigas do colégio , na aula de caligrafia a professora considerava a minha letra a mais bonita da turma, e a Ana Carolina (dela eu não esqueço o nome) que sentava ao meu lado todos os dias , me obrigava a dizer que a letra dela era mais bonita que a minha!
Mas não a culpo de nada.
Ela era criança como eu, e queria elogios também.
Eu sempre fui extremamente sensível, já fugi do colégio porque minha mãe no dia, não se despediu de mim como sempre fazia, me dava um beijinho e dizia "tenha uma boa aula Lynzinha, mais tarde a mamãe vem te buscar."
Fugi para a casa da minha avó, que era ao lado do meu colégio, e eu sabia que ela estaria lá; quando voltamos para eu buscar minha mochila, minha mãe foi conversar com a diretora, que ficou abismada em saber o motivo de eu ter fugido, ela nunca havia visto um caso desse antes.
Com minha turminha do bairro, eu também não me sentia muito bem, eu era muito tímida, eu preferia ficar ao lado da minha mãe e as mães das outras crianças e tentando participar da conversa;enquanto que a minha irmã mais nova muitas vezes sumia de vista da minha mãe, eu, já era a sombra dela.
Lembro da minha infância claramente à partir dos 10/11 anos na 5a série, quando descobri que apesar dessa minha imensa sensibilidade também existia (e ainda existe) um espírito muito moleque dentro de mim, eu nunca gostei de brincar de boneca, preferia jogar video game, os de luta, porque os de carro (Mario Kart por exemplo) eu não conseguia e até hoje não consigo sair do lugar. Amaaava subir em árvores, eu queria sempre chegar até o último galho, tocar a campainha de todos os prédios e sair correndo, até que um dia eu e meu parceiro de aventuras quase levamos um banho de balde d'água de um dos porteiros, que estava estratégicamente nos esperando na garagem, que tinha uma janela para a rua.
Comecei a escrever me sentindo angustiada, e agora estou aliviada, eu estava precisando desabafar e não sabia! =)
Essa sou eu e minhas lembranças.
domingo, 22 de abril de 2007
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